Produtividade diminui até 25% por dores nos pés

Trabalhar muito tempo em pé influencia a produtividade, diminui a atenção aos detalhes e pode causar inchaços na pernas. Foi isso que mostrou a pesquisa “O trabalho e a relação com os pés, tornozelos e joelhos”, realizada entre março e junho deste ano pela empresa Pés sem dor.

O estudo ouviu cerca de três mil profissionais de todo o país e mostrou que os trabalhadores costumam variar sua posição de trabalho ao longo da jornada, com períodos em pé, sentados ou em movimento. Em média, os entrevistados relataram passar quatro horas sentados e cinco em pé ou andando.

Isso influencia diretamente nas queixas de dores apresentadas. A partir de três horas em pé, cerca de 65% dos trabalhadores relataram sentir dores nos pés. E para cada hora acrescentada à jornada, as queixas aumentam.

O impacto é sentido também na produtividade. Para cada hora em pé, o ritmo de trabalho diminui, em média, 3,2% para as mulheres e 2,6% para homens. Isso significa que, em uma jornada de oito horas em pé ou andando, as produtividades tendem a cair 25,6% e 20,8%, respectivamente. Somado a isso, a atenção aos detalhes também diminui: 21,6% para as mulheres e 15,5% para os homens.

Outro ponto importante diz respeito ao absenteísmo. Um quinto dos entrevistados relatou já ter faltado ao trabalho pelo menos uma vez por causa desse tipo de dor. Sem falar que, a cada hora em pé, a tendência de ocorrer acidentes de trabalho aumenta em 0,73% para as mulheres e 0,54% para os homens.

Com relação ao inchaço, os índices são ainda maiores. Cerca de 75% da população relata que o problema ocorre em alguma medida, mas apenas 7% usa meias compressivas para controlar os impactos. Os calçados mais relacionados ao inchaço são os do tipo Clog. Para as mulheres, as botas de borracha/PVC e os sapatos de bico de aço são apontados como causadores dos males.

Esses dados são importantes para as empresas em geral, pois muitos desses materiais são a base dos equipamentos de proteção individual. Com isso, aumenta a chance de impactos na saúde do trabalhador, sendo necessário construir políticas internas para evitar a perda da qualidade de vida e da produtividade.

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