Planejamento de SST em 2026: como manter a empresa em dia com as obrigações, metas e riscos legais

Manter a empresa em dia com as obrigações de SST não é uma opção, é uma necessidade e exige organização, integração entre áreas e acompanhamento constante das atualizações das Normas Regulamentadoras e das tecnologias que transformam a gestão.

Empresas com alta maturidade em Saúde e Segurança do Trabalho têm algo em comum: elas não improvisam. Elas planejam. Mas planejar não é só replicar o que foi feito no ano anterior. Um bom planejamento de SST é estratégico, mensurável e adaptável à realidade atual da sua empresa.

Veja abaixo como fazer um planejamento anual de SST eficiente e quais pontos não podem ficar de fora para manter sua empresa regular e protegida durante todo o ano.

Por que fazer um planejamento anual de SST? 

Sem planejamento, a gestão de SST se torna reativa, ou seja, só acontece quando um prazo está vencendo, uma fiscalização se aproxima ou um acidente ocorre. Esse tipo de postura coloca em risco a saúde dos colaboradores e, consequentemente, a sustentabilidade da empresa.

O planejamento anual existe para organizar as obrigações ao longo do ano, definir responsabilidades e garantir que nada fique esquecido. Ele estrutura um cronograma de ações preventivas, atualizações de documentos, exames ocupacionais, treinamentos obrigatórios e envios ao eSocial.

Como planejar?

1. Avaliação do ano anterior

Antes de definir metas e prazos para o ano de 2026, é essencial fazer uma retrospectiva, avaliando o que funcionou em 2025, o que precisa melhorar e quais pontos exigem mais atenção.

Comece analisando os principais indicadores de SST: 

  • Houve registro de acidentes ou afastamentos?
  • Quais foram as causas?
  • Os treinamentos obrigatórios foram realizados dentro do prazo?
  • As ações previstas no PGR foram executadas?

Também é importante verificar se houve atualizações nas Normas Regulamentadoras ao longo do ano e se a empresa se adequou corretamente. 

2. Atualização de documentos

Documentos desatualizados são uma das principais causas de autuações e inconsistências no eSocial. Entre os principais que precisam estar alinhados ao cenário atual da organização, estão:

  • PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional);
  • PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos);
  • LTCAT (Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho);
  • PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário);
  • Laudos de Insalubridade e Periculosidade;
  • Eventos de SST no eSocial (S-2220 e S-2240).

Qualquer mudança ocorrida no ano anterior, como alterações no ambiente de trabalho, implementação de novos processos produtivos, aquisição de equipamentos, novas contratações ou mudanças de função exige revisão desses documentos.

3. Calendário de 2026

A Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) aprovou a agenda oficial das Normas Regulamentadoras para 2026.

A principal mudança prevista é a atualização da NR-1, que passa a exigir a inclusão dos riscos psicossociais no PGR. Fatores como estresse, burnout e assédio deverão ser mapeados e gerenciados. A exigência entra em vigor a partir de 26 de maio de 2026.

Outras normas passarão por revisão ao longo do ano. Confira a programação:

  • Março: revisões da NR-16 (abastecimento de aeronaves) e da NR-24 (instalações sanitárias e elaboração de anexo sobre contêineres);
  • Junho: revisões da NR-20 (Inflamáveis e Combustíveis) e atualizações sobre cabinamento de máquinas autopropelidas;
  • Setembro: revisões da NR-11 (Transporte e Armazenagem de Materiais), dos anexos químicos da NR-9 e da NR-21 (Trabalho a Céu Aberto);
  • Dezembro: revisão do Anexo I da NR-4 (graus de risco por CNAE), que pode impactar o dimensionamento do SESMT.

Além disso, vale incluir no planejamento anual as principais campanhas de saúde relacionadas ao ambiente de trabalho, como o Abril Verde (prevenção de acidentes), Setembro Amarelo (saúde mental), Outubro Rosa e Novembro Azul (prevenção ao câncer).

4. Definição de metas e indicadores

Defina metas mensuráveis e alinhadas à realidade da empresa, mas que também impulsionem a melhoria contínua das práticas de SST. Exemplos incluem: 

  • Redução do percentual de acidentes;
  • Aumento da adesão às práticas de segurança;
  • Cumprimento dos prazos das ações preventivas previstas no PGR.

Para acompanhar o alcance dessas metas, é fundamental estabelecer alguns indicadores, como a taxa de acidentes, o número de incidentes com afastamento, os dias perdidos, a quantidade de ações preventivas implementadas e os treinamentos realizados ao longo do ano.

5. Responsáveis e acompanhamento

Planejamento sem execução não traz resultado. Por isso, cada ação e meta definida no plano anual de SST precisa ter um responsável claro pela execução. Também é essencial integrar áreas como RH, lideranças e equipes operacionais, garantindo que todos entendam seu papel no processo. 

Além disso, estabeleça um cronograma de acompanhamento com reuniões mensais ou trimestrais, análise de possíveis desvios e ajustes de rota, além de uma comunicação transparente dos resultados. 

Riscos de não manter a regularidade em SST

A falta de planejamento e acompanhamento das obrigações de SST pode levar à irregularidade perante a legislação, trazendo consequências que vão além de uma simples multa, como:

  • Autuações e penalidades administrativas;
  • Inconsistências ou bloqueios no envio de informações ao eSocial;
  • Ações judiciais relacionadas a acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais não prevenidas;
  • Afastamentos frequentes e perda de produtividade por ausência de controle adequado de riscos e exames ocupacionais;
  • Impactos na reputação diante de clientes, fornecedores e órgãos fiscalizadores.

Sua empresa não precisa enfrentar esses riscos. A Ocupacional, com mais de 35 anos de atuação em Saúde e Segurança do Trabalho, oferece suporte especializado para estruturar o planejamento anual de SST, manter a regularidade e garantir uma gestão eficiente.

Fale com nossos especialistas e entenda como planejar 2026 com mais segurança, organização e tranquilidade.

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