Benefícios da telemedicina para os empregados

Planos de saúde e empresas de SST passaram a utilizar o teleatendimento médico para orientar pacientes e evitar a disseminação da Covid-19

Quando a Covid-19 chegou ao Brasil, na segunda quinzena de março, o Conselho Federal de Medicina (CFM) enviou um ofício ao então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, autorizando em caráter excepcional o uso da telemedicina no país. O objetivo era proteger a saúde dos médicos e pacientes, que poderiam ser expostos à nova doença sem necessidade.

Apesar de ser uma novidade para o combate da Covid-19, a previsão da telemedicina já é antiga. A Resolução CFM nº 1.643, de 26 de agosto de 2002, definiu e disciplinou a prestação de serviços desse tipo. De acordo com o documento, a telemedicina se caracteriza pela “utilização de metodologias interativas de comunicação audiovisual e de dados, com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em Saúde”.

A resolução também prevê a emissão de laudos à distância em emergências ou a pedido do médico responsável – receitas, portanto, não se enquadram nessa categoria. Mas a maior polêmica sempre foi a teleconsulta, que ocorre quando o paciente e o médico estão em espaços geográficos diferentes. O CFM definiu que a primeira consulta deve sempre ser presencial – exceto para comunidades remotas, desde que o paciente esteja acompanhado por outro profissional de saúde. Para doenças crônicas ou atendimentos longos, o intervalo entre as consultas presenciais não pode ser superior a 120 dias.

Telemedicina para a Covid-19

As limitações de contato pessoal impostas pela atual situação de pandemia foram essenciais para o CFM rever sua posição com relação ao atendimento virtual. Buscando o aperfeiçoar e trazer a máxima eficiência para os serviços prestados, foram reconhecidos apenas os seguintes serviços à distância:

  • Teleorientação: para que os médicos possam orientar e encaminhar pacientes em isolamento.
  • Telemonitoramento: realizado sob orientação e supervisão médica para monitorar a saúde de um paciente.
  • Teleinterconsulta: exclusivo para troca de informações e opiniões entre médicos, para que os profissionais possam prestar auxílio diagnóstico ou terapêutico.

Realidade para planos de saúde

Para cuidar melhor da saúde de seus associados nesse período de pandemia, os planos de saúde começaram a oferecer, como benefício para as empresas, o serviço de telemedicina aos empregados. Em uma matéria produzida pelo Valor Econômico, funcionários e profissionais de saúde contam suas experiências positivas com a nova modalidade.

Um dos exemplos apresentados é da VLI, empresa de transporte de cargas que adotou a telemedicina na cobertura do plano de saúde. Em abril, cerca de 1,2 mil funcionários estavam atuando em regime de home office, com acesso a um aplicativo exclusivo para fazer consultas remotas. Na matéria, a analista de responsabilidade social Elizabeth Pimenta conta que estava sentindo um desconforto no sistema urinário e, pelo aplicativo, pôde ser atendida em dez minutos. “Consegui evitar o deslocamento, os gastos e o risco de ter que ir com meu filho a um hospital na pandemia”, diz.

Teleatendimento na Ocupacional

Para auxiliar seus clientes a lidar com a pandemia de Covid-19, a Ocupacional está disponibilizando um acompanhamento exclusivo para os funcionários que testaram positivo ou apresentaram sintomas da doença. O funcionário é monitorado diariamente por nossa equipe médica e será orientado sobre os sintomas.

Esse acompanhamento é uma forma de manter a equipe mais tranquila para seguir a rotina de trabalho, mesmo durante a pandemia. Por ser feito por um profissional, haverá uma assistência constante, que poderá verificar a evolução dos sintomas e direcionar a pessoa a um atendimento médico no momento certo. Quer saber mais sobre esse serviço? Entre em contato com a gente!

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